Inteligência Vegetal
Ciência

Inteligência Vegetal

As plantas dominam todos os ambientes do planeta, e compõem cerca de 99% de toda a biomassa da Terra. O mesmo ocorria no passado remoto, o que é comprovado pelas imensas jazidas de carvão que ocorrem em quase todos os continentes, o que mostra o sucesso evolutivo destes seres vivos ainda pouco estudados pelo homem.

O que já se sabe, no entanto, é que plantas são capazes de receber e reagir a informações do meio, e assim decidir sobre comportamento a ser adotado no futuro. Elas são capazes de emitir e receber sinais elétricos e usam certas substâncias químicas análogas a neurotransmissores humanos, mas através de mecanismos ainda não totalmente desvendados pela ciência. E, por certo, elas reagem a estímulos ambientais como luz, água, gravidade, temperatura, nutrientes, qualidade do solo, micróbios, conforme sabem os profissionais responsáveis pelo plantio e manutenção de plantas, algumas de enorme valor para a humanidade, como o trigo, a cana, a batata, etc.

A inteligência vegetal para adaptação ao meio

Assim, elas demonstram resquícios de inteligência, definida como a capacidade de processar informações providas por estímulos bióticos e abióticos, que permite a tomada de decisões sobre como proceder em determinado meio. Vegetais possuem duas características únicas; não podem se mover, e não possuem órgãos insubstituíveis, podendo perder até 90% de seu corpo sem morrer, e brotando novamente alguns dias depois como se nada tivesse acontecido. Por não poderem mudar de lugar em ambiente adverso, elas precisam de uma apreensão ampla de seu ambiente, para obter tudo de que precisam e se defender sem sair do lugar onde estão.

Parecem sentir ondas sonoras muito bem, pois um experimento provou que as raízes de plantas procuram canos enterrados à procura de água, pois detectam o barulho dela passando pelo cano. Outro experimento mostrou que, quando expostas à gravação do ruído criado por uma lagarta comendo folhas, certas plantas produziam substâncias químicas defensivas.

As extremidades das raízes vegetais, conforme pesquisas recentes, podem perceber umidade, sal, nitrogênio, fósforo, micróbios e sinais químicos de plantas vizinhas, e se desviar de um obstáculo impenetrável ou substância tóxica antes de entrar em contato com ela. Charles Darwin sugeria considerarmos as plantas como animais de cabeça para baixo, com o cérebro no subsolo e os órgãos sexuais no alto, na parte aérea da sua estrutura.

Uma pesquisa recente mostrou que a cafeína, abundante em certas espécies vegetais, não funciona só como defensivo, mas como uma droga psicoativa que incentiva os polinizadores, como abelhas, a se tornarem visitantes fiéis. Várias espécies, como o milho, emitem um alarme químico quando atacadas por lagartas, que é percebido por vespas, que rapidamente se dirigem à planta e destroem as invasoras. Outra pesquisa mostrou que uma trepadeira leguminosa sempre se dirigia a uma estaca de metal colocada perto dela, em terreno limpo, à procura de uma hospedeira que lhe proporcionasse sustentação para o crescimento.

A mais intrigante, no entanto, foi feita por uma ecologista canadense, Suzanne Simard, e mostrava que árvores em florestas organizam-se em várias redes, usando a estrutura subterrânea de fungos que conecta suas raízes para trocar informações entre si, avisando sobre ataques de insetos, e que também podem, se necessário, enviar carbono, nitrogênio e água a árvores debilitadas.

A semelhança comportamental entre plantas e colônias de insetos

Os cientistas hoje admitem que a inteligência das plantas é a mesma encontrada em colônias de insetos, como colmeias de abelhas, em que numerosos indivíduos tecem uma rede entre si, e podem gerar comportamento parecido ao de um cérebro. O comportamento inteligente seria então uma propriedade da própria vida

Sem plantas, não haveria vida na Terra, pois elas geram toda a cadeia alimentar do planeta. Vegetais usam o gás carbônico e água da atmosfera para gerar a clorofila, que lhes dá a cor verde. A clorofila é depois transformada em glicose, que propicia o seu crescimento, e que na verdade é energia solar armazenada.

Quando a humanidade dominar este processo e conseguir repeti-lo com a mesma eficiência das plantas, que o usam há milhões de anos, todas as outras formas de energia, como carvão, petróleo e gás se tornarão obsoletos, e os gases causadores do efeito estufa serão definitivamente eliminados, com exceção, é claro, das bestiais queimadas brasileiras que continuam a destruir o país.

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